Ilha dos Frades

É na Ilha dos Frades onde se concentra hoje boa parte dos investimentos em requalificação urbano-ambiental que vem sendo realizada pela Fundação Baía Viva. Aplicando na prática suas diretrizes e objetivos, a Fundação vem contribuindo com uma série de ações que está dando uma nova roupagem urbana e maior conforto à população que ali reside e aos visitantes.

Nesta ilha, localidades conhecidas como Loreto, Paramana, Costa de Fora e Ponta de Nossa Senhora, vem passando por transformações que podem estimular outras iniciativas de fortalecimento da vocação turística do local. A completa recuperação da Igreja de Loreto, do século XVII, por exemplo, tem um enorme valor simbólico na construção da desejada ponte que liga a cultura ao turismo. Na mesma direção – com o aproveitamento e reforma de um velho casarão que no passado servia como sede de fazenda – foi instalado o Centro de Memória da Ilha dos Frades, que hoje é passagem obrigatória para qualquer interessado em conhecer melhor a origem, fauna, flora, formação geográfica, costumes e manifestações populares da ilha.

Foi preciso antes, dada a condição precária de atracação, que desencorajava a visita in loco, que fosse instalado um novo píer para o desembarque na ilha. O material de construção foi cuidadosamente escolhido para integrar-se suavemente com a pracinha da igreja. Ainda em Loreto a Fundação vem cultivando um viveiro com espécies de mata atlântica, visando o reflorestamento da ilha. Desde 2001 já foram plantadas cerca de 50 mil mudas de mata atlântica, além de 100 mil mudas de coqueiros. O trabalho de replantio é incessante, contemplando mudas de jequitibá, pau-brasil, cedro, anjico, arueira, ipê roxo, entre outras espécies, além de frutíferas que se adaptam ao solo, como o caju, manga, ingá, pitanga, cajá, goiaba e outras. A localidade ganhou ainda um centro de seleção, reciclagem e compactação do lixo.
Nas localidades de Paramana, Costa de Fora e Ponta de Nossa Senhora, a Fundação Baía Viva vem realizando um profundo trabalho de requalificação urbano-ambiental, onde se destaca o amplo projeto de saneamento, drenagem e pavimentação de várias ruas e praças, além da transformação de precárias casas de taipa em casas feitas de bloco e equipadas com rede de água, esgoto e energia elétrica. Em Costa de Fora, mediante reforma, foram construídos um posto médico, um novo restaurante todo equipado para atender moradores e visitantes, além de centro recreativo.

Outro símbolo do patrimônio histórico da ilha, a igrejinha de Nossa Senhora de Guadalupe, construída pelos portugueses em Ponta de Nossa Senhora, e que estava abandonada e desmoronando, está sendo recuperada. No alto do cume em que se encontra, foi instalado um mirante, de onde se descortina uma das mais belas vistas da Baía de Todos os Santos. Foi necessário reconstruir, antes, toda a imensa escadaria que dá acesso à igreja. Neste mesmo povoado, que abriga uma das mais belas praias da baía, a Fundação Baía Viva está realizando uma ação de requalificação do equipamento praiano, substituindo as precárias instalações das barracas existentes por construções simples e harmoniosas com o meio ambiente. Próximo a elas está sendo projetado o mercado de artesanato da Baía de Todos os Santos, onde estarão expostas as várias tendências do artesanato popular produzido na baía e no Recôncavo. Estão previstos ainda para Ponta de Nossa Senhora a construção de um novo píer, sanitários públicos, posto policial e de atendimento médico, além de um sistema de sinalização náutica para evitar a aproximação de embarcações na praia.

Em Costa de Fora, a pedido da própria comunidade, a Fundação Baía Viva, realizou uma das obras de maior significado para o povoado: a construção de um longo muro (cerca de 1 km) que funciona ao mesmo tempo como contenção das águas e passagem para os pedestres, principalmente as crianças em idade escolar, solucionando uma antiga dificuldade vivida pelos moradores nos períodos de maré enchente, quando se deslocavam para Paramana.

Do mesmo peso transformador, foi a intervenção realizada na Vila Nova Ciranda, em Paramana, que passou pela remoção da população residente nas encostas – onde viviam em condições ambientais precárias – para ocupar as novas unidades residenciais que foram inteiramente construídas, após obras de drenagem e pavimentação.

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