Valor

Ao longo dos anos, a retração econômica na maior parte da Baía de Todos os Santos, assim como a redução da intensidade do uso do espaço marinho-estuarino – ambos decorrentes da ausência de uma política de planejamento eficiente que transformasse a visita turística ao seu conjunto de ilhas num dos mais espetaculares projetos focados no ecoturismo no Brasil – têm provocado inquietantes sinais de paralisia e deterioração sócio-ambiental que se refletem na sua já precária infra-estrutura de apoio.

Embora toda extensão da baía seja considerada Área de Proteção Ambiental — com o objetivo principal de assegurar a proteção das ilhas –, o desordenamento das atividades sócio-econômicas e da preservação do seu patrimônio ecológico e cultural que se manifestam através da realidade do dia-a-dia, vem solapando o ideal de desenvolvimento e respeito ao meio ambiente com crescimento sustentado, sonhado pelas populações nativas, veranistas, engenheiros, arquitetos e urbanistas que propõem ações inovadoras de revitalização.

O conceito de requalificação urbano-ambiental desenvolvido pela Fundação Baía Viva para a Baía de Todos os Santos no seu conjunto, está alinhado a este ideário de preservação dos valores, história e cultura diseminado nas ilhas. As diretrizes que movem a sua intervenção buscam manter a capilaridade possível entre o patrimônio ecológico-cultural da baía e a necessidade de ações que lhe agreguem valor e funcionalidade. Justifica, portanto, que quaisquer ações que possam comprometer a essência subjetiva dos bens intangíveis da baía, devem ser repelidas e combatidas. Preservar a baía, suas ilhas e seu entorno é o valor principal para a Fundação.

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