Turismo e Transporte

TURISMO E TRANSPORTE

Várias ilhas da baía possuem condições ideais para a prática do ecoturismo, dos esportes náuticos e aéreos (paraquedismo), da pesca, do mergulho em águas claras.

Com todas as dificuldades de infra-estrutura que terminam por não estimular o crescimento de um turismo mais organizado e acolhedor, a Baía de Todos os Santos ainda desfruta de um bom prestígio na fantasia do imaginário coletivo dos baianos e que se difunde pelo país afora. A beleza das praias paradisíacas e uma superfície que abriga um ecossistema rico em biodiversidade, além da densa constituição histórico-cultural da região, contrastam com alguns poucos equipamentos à altura de sua potencialidade turística e que continuam resistindo como uma blindagem aos reais problemas que enfrenta.

Várias ilhas da baía possuem condições ideais para a prática do ecoturismo, dos esportes náuticos e aéreos (paraquedismo), da pesca, do mergulho em águas claras – com profundidade que oscila entre 12 e 45 metros – , onde é possível observar uma grande variedade de espécies da vida marinha, recifes de corais e até mesmo os destroços de naus e galeões afundados no passado. Um dos programas preferidos dos turistas continua sendo o passeio de escuna por entre as águas da baía, que poderia ser melhor aproveitado com o desembarque nas principais ilhas. Porém, as condições de atracação – que em algumas localidades chegam a ser toscas – e a quase nenhuma infra-estrutura de apoio aos visitantes, acabam limitando o passeio.

Além dos vários monumentos históricos espalhados por suas ilhas e municípios do seu entorno – o chamado Recôncavo Baiano — os vários símbolos remanescentes do ciclo da produção da cana-de-açúcar e do fumo, assim como a cultura popular e religiosa revelada no comportamento e na produção artesanal das populações nativas, ainda hoje exibem seus traços inconfundíveis. A construção pelos portugueses, em 1750, em Salvador, da Capela de Boa Viagem, por exemplo, resulta até hoje no maior evento de caráter religioso da Baía de Todos os Santos, que é a procissão marítima de Bom Jesus dos Navegantes que acontece anualmente entre os dias 31 de dezembro e 1º de janeiro.

Poucas localidades, especialmente Vera Cruz, dispõem de um número razoável de hotéis, pousadas e restaurantes, embora, a maioria desses equipamentos misturados às dezenas de bares e iniciativas gerais do comércio informal, não esteja qualificada para oferecer um atendimento adequado aos visitantes.

Para chegar à Ilha de Itaparica as barcas do sistema ferryboat (50 min.) e o catamarã ( 20 min.) são os meios mais utilizados, partindo do Terminal Marítimo de São Joaquim em Salvador, até o Terminal de Bom Despacho, em Itaparica. Escunas, balsas e lanchas complementam a travessia. Itaparica fica a 12 milhas náuticas de Salvador. O acesso também pode ser feito pela BR-324 (279 km.). A ilha possui pista de pouso, na sede do Aeroclube da Bahia, em condições de atender aeronaves de médio porte.

O deslocamento entre uma ilha ou outra (são 56 delas) só é possível através de embarcações particulares ou escunas, geralmente oferecidas por agências de turismo receptivo que promovem os passeios. Os embarques diários partem do Centro Náutico da Bahia, da Bahia Marina e do terminal da ilha de Madre de Deus, geralmente com destino às principais ilhas da baía, como Itaparica, Frades e Maré.

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