Reúne uma exuberância de encantos naturais que poderiam facilmente qualificá-la como um dos mais requintados pontos turísticos do país.

Séculos XVI, XVII, XVIII e XIX. A Baía de Todos os Santos reúne uma exuberância de encantos naturais que poderiam facilmente qualificá-la como um dos mais requintados pontos turísticos do país. Sua história, que se mistura aos próprios acontecimentos que marcaram os primeiros anos da colonização do Brasil; sua reserva florestal que ainda mantém parte de mata atlântica e espécies de frutas e plantas tropicais que foram cultivadas nos primórdios; as profundas raízes culturais que germinaram do encontro de europeus, índios e negros africanos; o rico acervo arquitetônico herdado das edificações portuguesas, como as igrejas, os solares e fortalezas, tudo remete a uma fantástica viagem através da história.

A maior baía marítima do país não herdou apenas os valores intangíveis resultantes da sólida combinação de história e cultura. A natureza a havia contemplado antes com curvas, pontas, enseadas e morros que dão um toque especial à sua imensidão oceânica, além de um solo fértil e rico em fontes de água doce. Enfim, um ecossistema de imensurável valor ambiental circundado por águas mornas, transparentes e de cor verde-esmeralda. Quase uma utopia.

Séculos XX e XXI. Vamos encontrar o paraíso descoberto por Vespúcio com inúmeros problemas produzidos pelo desordenamento de sua ocupação, como resultado da ausência de um planejamento que lhe permitisse enxergar um crescimento vocacional e auto-sustentável. Sua beleza natural convive com vários aspectos que degradam a relação do homem com o meio ambiente, principalmente os que envolvem ausência de planejamento econômico-ecológico.

A situação sócio-ambiental das ilhas pode ser considerada como ainda incapaz de identificar e solucionar os problemas que levam à degradação ambiental e social da realidade em que vivem seus habitantes. A ausência de educação qualificada e o analfabetismo produzem o fenômeno do subdesenvolvimento, que resulta da incapacidade de seus habitantes para enfrentar a situação.

É dentro deste contexto que surge a Fundação Baía Viva, nascida sob a inspiração de alguns empresários baianos, com o objetivo de recuperar e valorizar um dos maiores e mais representativos cartões postais da história da Bahia e do Brasil.

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